A ATRAÇÃO PELOS REALITY SHOWS

É inegável que os brasileiros amam reality shows, prova disso são os incontáveis programas que estrearam na TV brasileira na última década e os que atualmente estão sendo exibidos, ocupando boa parte da programação da TV aberta ou dos canais fechados.


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Seja um reality de culinária, esportes, negócios, casais, a vida de modelos, a vida de socialites, desafios físicos e resistência ou simplesmente um grupo de pessoa desconhecidas trancadas numa casa por cerca de três meses, existe algo aí que prende a atenção das pessoas e que as faz torcer e consumir este tipo de programa.

Esse interesse não é recente. A vida alheia atrai a atenção das pessoas como se fosse um mecanismo de defesa. Ao se deparar com a vida do outro, pretende-se, naturalmente, esquecer os próprios problemas, ou ainda, existe uma propensão espontânea em pensar que a vida do outro é sempre mais interessante que a sua, daí é que encontra-se esse interesse na vida alheia.

Segundo a psicóloga Sarah Lopes, do Hapvida Saúde, ao contrário do que muitos podem pensar, isso não se assemelha ao voyeurismo, levando-se em consideração a combinação sexual pela qual o voyeur se propõe. “Entretanto, ao se deparar com a curiosidade em como o outro se comporta quando sabe que está sendo observado, ou até mesmo sem lembrar que estão sendo cobrados em tempo integral, essa conotação pode ser utilizada, sem que haja, necessariamente, a conotação sexual que seu significado representa”, esclarece a psicóloga.

A analista de marketing Brena Botelho, fã assumida de reality shows, diz que o que lhe chama atenção em reality shows, especificamente no BBB, o seu preferido, é a dinâmica dramatúrgica que demanda, uma direção onde o “roteiro” nunca para de ser escrito. “O programa explora diversas questões para expor os competidores, eles abordam questões vivenciadas pelo público aqui fora, como: amizades, conflitos, competição, inveja, ciúmes. São conteúdos assertivos em que o público se mobiliza e acaba escolhendo seu competidor favorito de acordo com seu comportamento e as relações pessoais”, afirma.