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Como não descuidar da alimentação das crianças nas férias

A nutricionista do Hapvida, Mariana Mesquita, alerta para a importância de se manter uma rotina e horários para as refeições mesmo nas férias

Viagens, passeios, brincadeiras costumam fazer parte do roteiro das crianças no mês de julho com a chegada das férias. Essa mudança na rotina é muito saudável, tanto para os filhos quanto para os pais, mas quando se fala em alimentação, os nutricionistas aconselham a não mudar demais os hábitos, pois essa mudança pode fazer com que a volta às aulas seja mais complicada.

Muitas vezes as crianças já não têm uma alimentação tão saudável na escola, pois, devido à correria do dia a dia, os pais acabam optando pela praticidade e enviando alimentos industrializados para o lanche dos filhos. Por essa razão, a nutricionista da medicina preventiva do Hapvida, Mariana Mesquita, reforça que, nas férias, os cuidados precisam ser redobrados. “Apesar de ser um período curto, de mais ou menos 30 dias, uma alteração significativa na rotina alimentar das crianças pode sim refletir na saúde dos pequenos provocando, por exemplo, alterações nas taxas de glicemia e colesterol”.

A nutricionista alerta que os pais têm papel fundamental nos cuidados com a alimentação dos filhos e que é muito importante educar a criança para que ela tenha hábitos saudáveis, desde a primeira infância. “Se você consegue se planejar para, principalmente no caso das crianças de até três anos de idade, oferecer sempre alimentos mais nutritivos, essa criança, já na sua primeira infância, tende a fazer escolhas mais saudáveis e os pais não terão tanta preocupação. Contudo, se na primeira fase da infância ela já tiver acesso a alimentos ‘ruins’, como refrigerantes, sucos industrializados, essa criança provavelmente será mais problemática no que diz respeito à alimentação”, lembra.

O primeiro cuidado que os pais devem ter para que as crianças não saiam da linha nas férias no que diz respeito à alimentação é tentar manter os mesmos horários das refeições. “Pela manhã, no período da escola, geralmente a criança tem uma primeira refeição antes de ir para a escola e outra no lanche. Nas férias, em casa, caso ela acorde mais tarde, é possível deixar apenas uma refeição, mas nada de trocar o lanche, o almoço ou o jantar por alguma besteira”, alerta Mariana Mesquita. A nutricionista conta ainda que os pais devem ficar atentos inclusive aos horários de dormir das crianças, pois essa alteração no horário do sono também pode atrapalhar na alimentação.

Em casa, a dica da nutricionista é fazer com que a criança participe do preparo do seu próprio alimento. Os pais podem ainda procurar uma forma mais lúdica para os filhos comerem salada ou um sanduíche mais saudável, de forma criativa e divertida. “Pode ser um momento propício também para chamar os colegas para fazerem juntos um bolo ou um pão saudável, afinal é muito mais fácil a criança comer algo que ela mesma fez, pois ela vai querer saber como ficou, vai querer contar na escola como foi essa experiência”, sugere Mariana Mesquita.

Nos dias de brincadeira fora de casa, é importante que os pais estejam atentos a alimentação e hidratação, pois a criança, quando está curtindo seu momento de lazer, não se lembra de se alimentar e beber água. “Os pais devem estar sempre com uma garrafinha de água, além de oferecer também sucos de fruta natural, água de coco, pois tudo isso vai ajudar na hidratação. É importante também sempre oferecer frutas para as crianças comerem, aquelas que ela gosta deixar sempre disponível, além de sempre reforçar que ela pode brincar, mas tem o momento também de parar para fazer um lanche”, alerta.

Nas viagens, em que muitas vezes os horários das refeições são alterados e o tipo de alimentação é diferente no local, o conselho da nutricionista é se programar com antecedência. Caso a viagem seja mais longa ou para um local em que o acesso aos alimentos que a criança costuma comer não será fácil, é possível levar alguns alimentos industrializados mais saudáveis. Se for uma viagem curta, o ideal é levar uma bolsa térmica com frutas, iogurtes. “A ideia é tentar sair o mínimo possível da rotina. Não está proibido comer de tudo, de uma vez ou outra comer algo que não tenha valor nutritivo ideal. O problema é isso se perdurar por todo o período das férias, em todas as refeições. Claro que, em algum momento, vai acontecer de a criança comer num fast food, tomar um refrigerante, mas desde que não aconteça nos 30 dias de férias, isso não é um problema”, esclarece Mariana.