Desafios do setor de energia elétrica na sustentabilidade e regulação são debatidos no primeiro dia do SENDI 2018

Desafios do setor de energia elétrica na sustentabilidade e regulação são debatidos no primeiro dia do SENDI 2018

A sustentabilidade iniciou as discussões do XXIII Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica (SENDI), que acontece até o dia 23 de novembro, em Fortaleza. Abordando a temática “Como o Setor Elétrico pode atender as novas as exigências dos clientes quanto a sustentabilidade em um mundo cada vez mais conectado”, Carlo Pereira, secretário-executivo do Pacto Global da ONU no Brasil traçou um panorama de como as distribuidoras brasileiras vêm trabalhando para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Apesar de admitir que ainda há aspectos a se avançar, Carlo reconheceu que o setor vem tendo êxito nessa tarefa. “As empresas do sistema elétrico já entenderam que precisam trazer as práticas de sustentabilidade, tanto ambientais quanto sociais, para fazer com que o setor tenha uma vida, seja saudável e tenha longevidade”.

Além dele, debateram a temática Márcio Pontual (assessor da Secretaria Nacional de Assistência Social – SNAS), Nicola Cotugno (Country Manager da Enel Brasil), André Dorf (presidente da CPFL Energia), Antonio Sérgio de Souza Guetter (presidente da Copel Distribuição) e Michel Nunes Iktes (diretor-presidente de distribuição da EDP Brasil).

Em seguida, a gestão regulatória foi tema de troca de experiências entre André Pepitone (diretor geral da Agência Nacional de Energia Elétrica), Nelson Leite (presidente da ABRADEE), Alejandro Sruoga (Secretário de Coordenação da Política Energética do Ministério de Energia da Argentina) e Alberto Biancardi (Comissário da Autoridade Regulatória para Energia da Itália).

Dentre os objetivos brasileiros para a área de regulação, André Pepitone, destacou que a Aneel busca aprimorar as discussões regulatórias sobre a geração distribuída ao longo de 2019, a fim de garantir a expansão da fonte com equilíbrio e sustentabilidade.

Os painéis do SENDI continuam nesta quinta (22), com dois painéis que abordam tendências do setor. Às 08h30, a digitalização e o cliente são focos da mesa “Como o consumidor digital está transformando o mercado e quais as tecnologias permitirão o setor elétrico ajustar-se ao novo contexto”. À frente do painel vai estar Guga Stocco, CEO da GRID1 com mais de vinte anos de experiência na criação de negócios digitais e transformação digital. Também participam Robert Denda (Chefe Global de Tecnologia de Rede da ENEL), Marcel Pacano (Gerente Sênior de Estratégia e Inovação da TOTVS) e Cyro Vicente Boccuzzi (presidente da ECOEE).

Encerrando as palestras do evento, na quinta (22), às 10h45, será discutido “O futuro da mobilidade e a revolução elétrica: mudanças na mobilidade urbana e seus impactos”. Para debater a temática, participam Lucas di Grassi (piloto, CEO da Roborace e embaixador da ONU para assuntos relacionados ao meio ambiente), Dalício Guiguer Filho (diretor de programas de produtos globais da GM), Flávio Presezniak (gerente assuntos Governamentais da Nissan) e Simone Tripepi (Responsável pela Enel X na América do Sul). As palestras têm mediação de Antônio Sérgio de Souza Guetter (CEO da Copel).

Além dos painéis, o SENDI possui uma programação diversificada, com destaque para os trabalhos técnicos. A edição cearense contará com a apresentação de 274 trabalhos durante o evento. Os selecionados abordam temas relacionados às áreas técnicas, comerciais, institucionais e de inovação com intuito de promover a troca de experiências entre empresas distribuidoras de energia elétrica. A maior quantidade de trabalhos inscritos foi na área de inovação, com o tema “Novos Modelos de Negócios e Tecnologia”.

Já no Rodeio Nacional de Eletricistas, ao invés de tentar permanecer em cima de um boi, os participantes buscam promover a segurança do trabalho e a inovação, disseminando práticas seguras e inovadoras a todas as concessionárias do Brasil. A disputa acontece até sexta (23) e coloca em prática a experiência diária de eletricistas de distribuidoras de todo o país de maneira emocionante e divertida. As equipes demonstram a realização da tarefa com destreza, habilidade e controle total das normas de segurança e apresentação de práticas do sistema elétrico.

O SENDI também abrigará eventos paralelos relacionados a temas correlatos às distribuidoras de energia. Um deles é o Demo Day. Realizado pela primeira vez no seminário, o encontro reunirá 25 startups, que poderão apresentar soluções relacionadas a temas como “City Solution”, Digital, Industrial / Usina Elétrica, Mercado, Renováveis e Sustentabilidade. Nos dias 21 e 22 de novembro, às 15h30, cada startup terá 7 minutos para fazer sua apresentação, que será exibida nos palcos simultâneos do Sendi.

A troca de conhecimentos acontece também na área legal, por meio do Seminário Jurídico, que abordará importantes aspectos do setor. As discussões acontecem nos dias 21 e 22 de setembro. A intenção é aumentar a integração entre os agentes do setor e conteúdo valioso aos seus participantes. Haverá ainda o Café Legal, um espaço de networking e disseminação da literatura especializada no setor elétrico.

Sobre a Enel Distribuição Ceará

Com cerca de 4,1 milhões de clientes e responsável por 142 mil quilômetros de linha de distribuição, a Enel Distribuição Ceará é a maior empresa do estado e é referência em qualidade do serviço no país. Já foi eleita seis vezes a Melhor Distribuidora de energia do país e dez vezes a Melhor da Região Nordeste, por meio do Prêmio Abradee. Além disso, é destaque anualmente no ranking de qualidade do serviço da Agência Nacional de Energia Elétrica.

A companhia é a empresa que mais tem investido em cultura no Ceará. Nos últimos dez anos, foram investidos cerca de R$ 115,5 milhões em 463 projetos realizados por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura (Mecenas), Lei Rouanet e Fundo Estadual da Cultura (FEC). A empresa é referência também na categoria Responsabilidade Social do Prêmio Abradee, já tendo recebido oito vezes o prêmio de melhor distribuidora nesta categoria.

Em 2016, a Enel Distribuição Ceará passou por um processo de mudança de marca, que anteriormente se chamava Coelce. Esse processo foi resultado de um reposicionamento estratégico global do Grupo Enel, centrado no conceito Open Power. A companhia mantém sua essência como empresa de energia (Power) e, ao mesmo tempo, utiliza a escala e relevância globais alcançadas pelo grupo em mais de 6 décadas no mercado para entregar a todos os seus stakeholders uma empresa aberta a novas soluções, parceiros e tecnologias.

A Enel Brasil atua no mercado de energia brasileiro nos segmentos de distribuição, geração, transmissão, comercialização e soluções de energia. A companhia possui atualmente 17 milhões de clientes no Rio de Janeiro, Ceará, Goiás e São Paulo e é a maior empresa de energia no país. Em geração renovável, a Enel é líder em geração eólica e solar no Brasil, por meio da Enel Green Power. O Grupo Enel também opera no Brasil a usina termelétrica Enel Geração Fortaleza (CE), a transmissora Enel Cien (RS) e uma empresa de soluções energéticas no mercado não regulado, a Enel X.

Sobre a ABRADEE

Com 42 anos de história, a Abradee reúne 47 concessionárias de distribuição de energia elétrica – estatais e privadas – atuantes em todas as regiões do País e que, juntas, são responsáveis pelo atendimento de 99,6% dos consumidores brasileiros.

Sediada em Brasília, a Abradee presta serviços de apoio às suas associadas nas áreas técnica, comercial, econômico-financeira e institucional. Cabe ainda à Associação promover cursos e seminários e editar publicações técnicas, bem como trocar informações com entidades nacionais e internacionais visando ao desenvolvimento e à capacitação de suas Associadas com ênfase na defesa dos interesses do setor de distribuição de energia elétrica.

A Abradee tem como bandeira contribuir para o desenvolvimento do País por meio de um setor de distribuição de energia elétrica sustentável e eficiente, com oferta de serviços de qualidade reconhecida pelos clientes. A visão é a de agregar valor para as empresas distribuidoras, para os clientes e para o país, constituindo-se num agente efetivo de desenvolvimento do setor elétrico.